O que pode acontecer quando se junta uma das lendas do Rock com integrantes de importantes bandas contemporâneas? O resultado é o introspectivo e soturno álbum “Post Pop Depression, fruto da parceria entre Iggy Pop, que dispensa apresentações, Joshua Homme o cara por trás do Queens Of The Stones Ages, Matt Helders batera do Artic Mokeys e Dean Fertita guitarra do Dead Weather .
Lançado em março de 2016 pela Loma Vista, com produção do Joshua Homme o álbum tem nove canções bem diferentes entre si, mais que carregam o germe da reflexão sobre as paixões desastrosas, os tédios cotidianos, carreia artística em decadência. velhice, morte e um climão de “o último a sair apague a luz no fim da festa”.
Músicas como … Break in to your Heart… e Gardênia falam de amor de forma nada romântica. Um mergulho em um mar de sonoridades distorcidas pelas guitarras de Homme e os teclados de Fertita com letras que lembrar as crônicas escritas após longos dias de bebedeira pelo velho Bukowski.
Já American Valhalla, Sunday, Vulture e Chocolat Drops destilam pura amargura com as coisas do mundo. Nenhuma saída , nenhum remédio para as dores que assolam a pobre alma do homem comum, apenas um “deixe ir” como solução final. O destaque vai para os teclados de introdução de American Valhalla, na minha opinião a melhor canção do álbum, que lembra em muito China Girl feita em parceria com David Bowie para The Idiot de 1977.
Post Pop Depression soa como um momento de reflexão niilista de um quase setentão Iggy Pop. Reflexão essa estimulada pela proximidade da morte e pela dor de ver o velho parceiro Bowie ser consumido por um câncer avassalador. Tudo isso embalado pela criativa musicalidade de Homme, Helers e Fertita, bons nomes do Rock n´Roll contemporâneo, que além de participar do álbum acompanham Iggy em turnê com datas marcadas ate Julho de 2017.


